na terra dos smurfs...

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"Há momentos na vida em que sentimos tanto a falta de alguém que o que mais queremos é tirar esta pessoa de nossos sonhos e abraçá-la."
Clarice Lispector. (via m-a-r-r-e-n-t-o)
— há Há 1 ano com 79 notas
"Aprendi com as Primaveras a me deixar cortar para poder voltar sempre inteira."
Cecília Meireles (via meu-mundo-com-amor)

(Fonte: passage-to-my-world)

— há Há 1 ano com 8 notas
"penetra surdamente no reino das palavras.
lá estão os poemas que esperam ser escritos.
estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
ei-los sós e mudos, em estado de dicionário.
convive com teus poemas, antes de escrevê-los.
tem paciência, se obscuros. calma, se te provocam.
espera que cada um se realize e consume
com seu poder de palavra
e seu poder de silêncio.
não forces o poema a desprender-se do limbo.
não colhas no chão o poema que se perdeu.
não adules o poema. aceita-o
como ele aceitará sua forma definitiva e concentrada
no espaço."
Carlos Drummond de Andrade, “Procura da Poesia” (via refugiand)
— há Há 1 ano com 1 nota
sexy things i love: Sou aquela que passa e ninguém vê →

i-siii:

Eu sou a que no mundo anda perdida,
Eu sou a que na vida não tem norte,
Sou a irmã do Sonho, e desta sorte
Sou a crucificada… a dolorida…

Sombra de névoa ténue e esvaecida,
E que o destino, amargo, triste e forte,
Impele brutalmente para a morte!
Alma de luto sempre incompreendida!

Sou aquela…

— há Há 1 ano com 4 notas
passe a expressão

dezenove:

esses tais artefatos
que diriam minha angústia,
tem umas que vêm fácil,
tem muitas que me custa.
tem horas que é caco de vidro,
meses que é feito um grito,
tem horas que eu nem duvido,
tem dias que eu acredito.
então seremos todos gênios
quando as privadas do mundo
vomitarem de volta
todos os papéis higiênicos


paulo leminski

— há Há 1 ano com 5 notas

d-e-s-a-l-m-a-r:

Por aquela tão doce
e tão breve ilusão
Embora nunca mais
Depois de que a vi desfeita
Eu volte a ser quem fui
Sem ironia aceita
A minha gratidão

-Florbela Espanca (via d-e-s-a-l-m-a-r)

(Fonte: r-e-c-i-p-r-o-c-o-s)

— há Há 1 ano com 2 notas
"

Tua memória, pasto de poesia,
tua poesia, pasto dos vulgares,
vão se engastando numa coisa fria
a que tu chamas: vida, e seus pesares.

Mas, pesares de quê? perguntaria,
se esse travo de angústia nos cantares,
se o que dorme na base da elegia
vai correndo e secando pelos ares,

e nada resta, mesmo, do que escreves
e te forçou ao exílio das palavras,
senão contentamento de escrever,

enquanto o tempo, em suas formas breves
ou longas, que sutil interpretavas,
se evapora no fundo do teu ser?

"
Remissão, Carlos Drummond de Andrade (via drummondcarlos)

(Fonte: a-p-o-r-o)

— há Há 1 ano com 6 notas